O Bitcoin iniciou 2026 com ânimo renovado, apresentando uma leve alta logo após a divulgação do relatório de emprego dos EUA nesta sexta-feira. Acumulando um ganho de 1,4% nos últimos sete dias, a maior criptomoeda do mercado parece estar reagindo positivamente a um cenário econômico que, à primeira vista, revela sinais de desaceleração na maior economia do mundo. A seguir, vamos explicar os principais números, o que eles sinalizam para o Federal Reserve e como impactam o universo cripto, com destaque para as informações mais relevantes do mercado.
O novo relatório de emprego: menos vagas, mais expectativa
O último relatório de emprego dos EUA mostrou a criação de apenas 50 mil vagas em dezembro de 2025, um número que ficou aquém das projeções do mercado, que giravam em torno de 73 mil vagas. Apesar disso, a taxa de desemprego caiu de 4,5% para 4,4%, contrariando parte da narrativa pessimista. Além disso, o dado de novembro surpreendeu: o número foi revisado de criação de 56 mil empregos para fechamento de 173 mil postos, revelando uma virada no cenário trabalhista.
É curioso notar que, mesmo com essa piora, o mercado, principalmente o financeiro e o de criptomoedas, reagiu bem. Essa dinâmica ocorre porque números de emprego mais fracos aumentam as chances de o Federal Reserve iniciar cortes de juros em breve, algo que costuma impulsionar ativos de risco, como o próprio Bitcoin.
Cotações das criptomoedas: o destaque de solana e XRP
Segundo dados do CoinGecko das 10h47 desta sexta-feira (fonte Investing), o Bitcoin subia 0,7% em 24 horas, alcançando US$ 90.509. No Brasil, o valor era de R$ 485.404, uma leve alta de 0,1%, conforme o Cointrader Monitor. Vale comparar esse ritmo com outras criptomoedas de destaque:
- Ether: -0,1%, cotado a US$ 3.092
- XRP: +0,9%, cotado a US$ 2,11
- Solana: +3,4%, cotado a US$ 138,51
- BNB: +0,6%, cotado a US$ 888,92
O valor de mercado total das criptomoedas atingiu US$ 3,18 trilhões, consolidando a busca por diversificação e proteção em meio à incerteza geoeconômica global (fonte PortalTela). Solana, com seu ganho superior a 3%, foi o destaque entre as maiores altcoins, ao passo que o ether oscilou pouco e o XRP teve uma alta tímida.
Por que o cenário mudou e quais as interpretações do mercado?
O movimento do Bitcoin logo após o relatório não vem do acaso. Segundo a análise da Vault Capital, o ativo fechou o gap regional dos US$ 90.200 e se manteve negociado entre US$ 90 mil e US$ 91 mil. Esse intervalo é considerado pelos especialistas como uma zona de equilíbrio marcada por:
- Pressão vendedora automática ao se aproximar de US$ 95 mil
- Pressão compradora forte próximo ou abaixo de US$ 90 mil
Essas pressões refletem, em grande parte, as operações de investidores de derivativos que atuam fortemente em opções para proteger suas posições. Neste contexto, é natural vermos oscilações mais contidas, embora a expectativa de corte de juros pelo Fed amplifique o interesse por ativos digitais.
Quem protege patrimônio está sempre atento ao que se passa fora do Brasil.
Esse comportamento é muito comum entre investidores que acompanham o conteúdo do Tire o Brasil do Seu Dinheiro, buscando diversificação e defesa diante de qualquer instabilidade regional.
Perspectivas para 2026: entre cautela e otimismo
Após um quarto trimestre marcado por desafios em 2025, alguns analistas já enxergam um horizonte mais construtivo para 2026. Vinicius Bazan, CEO da Underblock, pontuou que a preocupação quanto à possível exclusão das ações de tesourarias de ativos digitais dos índices da MSCI causou tensão, pois poderia desencadear vendas forçadas. No entanto, a decisão final da MSCI trouxe alívio ao mercado, permitindo perspectivas mais positivas. Segundo Bazan:
“O risco de vendas automáticas é reduzido, e a postura do mercado já começou a se ajustar.”
Não podemos ignorar o papel das tesourarias na dinâmica do Bitcoin. A Strategy, atualmente a maior, possui 673.783 bitcoins, avaliados em mais de US$ 61 bilhões, número expressivo, que mostra o grau de institucionalização do segmento.
Fluxo em ETFs de Bitcoin, Ether e Solana: quem entra, quem sai?
Atenção especial ao movimento dos ETFs nos EUA:
- Bitcoin “spot”: saída líquida de US$ 398,8 milhões (terceiro pregão consecutivo de fluxo negativo), com destaque para IBIT (BlackRock): -US$ 193,3 milhões e FBTC (Fidelity): -US$ 120,5 milhões
- ETFs de ether: saldo negativo de US$ 159,2 milhões, liderado por ETHA (BlackRock): -US$ 107,7 milhões
- ETFs de solana: entrada líquida positiva de US$ 13,6 milhões
A saída de capital em ETFs tradicionais pode ser interpretada como realização de lucros ou cautela após semanas de valorização, mas também mostra a reciclagem do interesse entre diferentes criptos. Esse movimento retrata uma rotação de portfólio, tão comum em ambientes de incerteza econômica. Para quem deseja se aprofundar no funcionamento dos ETFs e alternativas fora do Brasil, nosso conteúdo sobre internacionalização financeira é um excelente ponto de partida.
Oportunidades para diversificação fora do Brasil
O momento nos inspira a olhar com atenção não só para os números, mas para a estratégia de longo prazo. Dentro do Tire o Brasil do Seu Dinheiro, defendemos que diversificar o patrimônio e estruturar operações internacionais é uma forma sensata de reduzir riscos regionais. Quem acompanha o movimento das criptomoedas vê como ativos globais reagem a notícias dos EUA e outros polos econômicos. É por isso que nunca limitamos a análise apenas ao cenário brasileiro.
Para aqueles que desejam ampliar esse tipo de discussão e acessar materiais voltados a investidores que valorizam planejamento, sugerimos visitar nossa seção de investimentos globais. A experiência mostra que decisões tomadas de forma consciente aumentam a previsibilidade do patrimônio, especialmente em momentos de volatilidade.
Ferramentas, dados e aprendizado contínuo
Conteúdos como este são essenciais para quem busca ir além da superfície e entender como dados macroeconômicos impactam o universo das criptomoedas. O ambiente está em constante transformação, novas regulações, fluxos de capital migrando entre ativos, ciclos de notícias que de repente mudam o humor do investidor.
Criamos também um buscador para facilitar o acesso ao que você precisa: encontre análises, tendências e opiniões de especialistas no nosso sistema de busca de conteúdos. E, se você quiser exemplos de casos reais, recomendamos as leituras a partir do nosso conteúdo de experiências internacionais, como nos artigos “Como diversificar com contas globais” e “Planejamento fiscal fora do Brasil”.
Conclusão: o que fica para 2026?
O relatório de empregos dos EUA mostrou uma desaceleração da criação de vagas, mas também renovou esperanças de cortes de juros pelo Federal Reserve. O Bitcoin reagiu com leve alta, estabilizando-se entre US$ 90 mil e US$ 91 mil e mostrando resiliência em um mercado marcado por oscilações rápidas e grande interesse institucional.
Esse comportamento reiterou a importância do olhar global na tomada de decisões financeiras, como fazemos diariamente no Tire o Brasil do Seu Dinheiro. Ficar atento a dados macroeconômicos, à movimentação dos ETFs e à diversificação de portfólio é o caminho para mais liberdade financeira.
Se o seu objetivo é proteger e multiplicar patrimônio de forma estratégica, dentro e fora do Brasil, convidamos você a conhecer melhor o nosso projeto e participar de nossa comunidade exclusiva, onde reais experiências e análises de qualidade são compartilhadas sem atalhos ou promessas. O seu futuro financeiro pede preparo prático. Acompanhe-nos para transformar teoria em segurança patrimonial global.
Perguntas frequentes
O que são dados de emprego nos EUA?
Dados de emprego nos EUA referem-se às estatísticas oficiais divulgadas mensalmente sobre a quantidade de vagas criadas, taxa de desemprego e outras métricas relacionadas ao mercado de trabalho norte-americano. Esses números são acompanhados de perto pelos mercados porque influenciam as decisões do Federal Reserve relacionadas a políticas de juros, afetando, por consequência, ativos globais como o Bitcoin.
Como os dados de emprego afetam o Bitcoin?
Quando o relatório mostra desaceleração na geração de empregos, cresce a expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve, o que pode favorecer ativos de risco, como o Bitcoin. Por outro lado, números robustos podem indicar manutenção ou aumento dos juros, pressionando negativamente o preço das criptomoedas.
Vale a pena investir em Bitcoin após divulgação desses dados?
Depende do perfil e do objetivo de cada investidor. Muitos investidores veem momentos de volatilidade e incerteza como oportunidades para entrar no mercado, mas é fundamental analisar o próprio contexto financeiro, tolerância a riscos e metas de longo prazo. Nossa abordagem no Tire o Brasil do Seu Dinheiro prioriza decisões embasadas e planejadas.
Onde acompanhar o impacto dos dados no Bitcoin?
É possível acompanhar o impacto em portais financeiros especializados, plataformas de negociação e em iniciativas como o Tire o Brasil do Seu Dinheiro, que apresentam conteúdos atualizados e análises contextualizadas sobre o cenário internacional e os reflexos das grandes economias no mercado cripto.
Quais outros fatores influenciam o preço do Bitcoin?
Entre os principais fatores estão:
- Adoção institucional e entrada de grandes fundos
- Movimentação dos ETFs de Bitcoin
- Regulações globais sobre criptomoedas
- Política monetária dos principais bancos centrais
- Oferta e demanda, além de eventos como halving
É importante seguir fontes confiáveis e atualizadas, como fazemos na nossa comunidade e blog do Tire o Brasil do Seu Dinheiro.