Investidor observando gráfico do S&P 500 em forte alta com nuvem de risco à frente
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Quando olhamos para os últimos anos do S&P 500, os números impressionam. Na superfície, parece que o ciclo de valorização das ações americanas nunca vai acabar. No entanto, permanecermos atentos aos sinais do que pode estar por trás desse otimismo é o que diferencia investidores amadores de quem realmente se preocupa com manutenção de patrimônio de longo prazo.

O otimismo do mercado e a pesquisa do Deutsche Bank

Segundo a pesquisa Global Investor Survey de 2024 do Deutsche Bank (leia a íntegra), os investidores globais apontam como maiores fontes de preocupação para o futuro próximo dois riscos principais:

  • O avanço acelerado da inteligência artificial e possíveis efeitos inesperados no mercado.
  • Potenciais erros na condução da política de juros pelo Federal Reserve.

Essas preocupações fazem sentido. Mas em nossa experiência, elas não fogem do esperado em relação ao que normalmente mobiliza investidores institucionais: ameaças amplamente discutidas, estruturais, fáceis de reconhecer nos noticiários e relatórios.

Porém, ao falarmos de riscos reais no contexto de um ciclo de altas persistentes do S&P 500, o perigo pode estar justamente onde menos se olha: dentro das expectativas criadas pelos próprios investidores, alimentadas por anos de retornos robustos.

Desempenho acumulado do S&P 500 de 2019 a 2025

O ciclo de altas do S&P 500: números para pensar

Vamos aos fatos: Desde o início de 2019, o S&P 500 já acumula mais de 200% de valorização, uma média de quase 18% ao ano. O desempenho ano a ano impressiona:

  • 2019: +31,2%
  • 2020: +18,0% (mesmo ano da pandemia e circuit breakers históricos)
  • 2021: +28,5%
  • 2022: -18,0% (ano da correção e juros subindo)
  • 2023: +26,1%
  • 2024: +24,9%
  • 2025: +19,4% (projeção das casas de análise)

Entre as notícias de queda – como em 2022 – e períodos de medo generalizado, como a crise da Covid em 2020, o índice demonstrou força e resiliência admirável. Muitos investidores passaram a crer que a alta persistente do mercado americano é o novo normal.

Expectativas infladas são terreno fértil para decepção.

Quando passamos por tantos anos com retornos excelentes, há uma tendência psicológica de supor que o padrão vai se manter. Só que a história é clara: retornos acima da média não se repetem para sempre, mesmo em mercados de alta prolongada.

Mercados de alta e o ciclo inevitável dos retornos fora da curva

Em discussões que temos acompanhado, como as conversas semanais entre Ben Carlson e Michael Batnick no canal Animal Spirits, um ponto se repete: mercados altistas podem surpreender e durar mais do que esperávamos. Por outro lado, é nesse período que cresce o risco de o investidor perder o senso crítico.

Buscamos exemplos em artigos como “The risk you aren’t thinking about” de Of Dollars & Data e “Do We Need a Long Bear Market?” de Downtown Josh Brown. Essas leituras reforçam um ponto fundamental: o maior risco futuro não é só uma recessão, tecnologia ou Fed, mas sim esperar que os retornos recentes continuem como regra.

Após ciclos longos de alta, a maior ameaça costuma ser a expectativa desencontrada. Quando muitos tendem a supor que 15% a 20% ao ano é o “novo normal”, ignoramos que mercados longos de crescimento quase sempre são seguidos por períodos mais desafiadores – veja nossas discussões recentes sobre macroeconomia global.

Por que prever riscos não é tão útil quanto parece?

Fontes como a IBGE mostram a dificuldade de qualquer pessoa ou instituição em prever movimentos econômicos com exatidão. Resultados trimestrais, choques externos e as próprias decisões políticas mostram que surpresas sempre são possíveis.

Destacamos essa ideia também no blog A Wealth of Common Sense, especialista em gestão de patrimônio e comportamento do investidor, que fala abertamente sobre como os profissionais do mercado muitas vezes erram previsões e, mais importante, precisam de uma abordagem que considera a incerteza.

Prever corretamente um evento não protege seu patrimônio se não houver estratégia para agir de acordo com esse cenário. Em vez de apostar todas as fichas em um ou outro risco, faz mais sentido estruturar uma carteira que aguente várias possibilidades.

Investidor avaliando riscos em múltiplos gráficos

A armadilha mental dos retornos recentes

O artigo “8 lessons from 2025” do TKer, assim como outros textos como “5 lessons from Robert Hagstrom” de Excess Returns, “Maslow’s hammer” do Chart Kid Matt e “The Uncool” por Cameron Crowe, reforçam:

  • A história dos mercados é cíclica, não linear.
  • O risco nasce quando achamos que já eliminamos o risco.
  • Truques mentais, como só considerar o que acabou de funcionar, são ciladas emocionais.
O perigo aparece quando esquecemos que a maré pode mudar a qualquer momento.

Na prática, não importa muito se o gatilho virá em 2026, 2027 ou 2028, nem o motivo exato do ajuste. O que mais pesa é: quanto mais tempo permanecemos em ciclos de retorno acima da média, maior a chance de nos surpreendermos negativamente sem preparo.

A leitura desses e de outros artigos indicados (que você pode solicitar pelo contato do nosso site) ajudam a criar um olhar menos ingênuo e mais estratégico sobre risco e patrimônio internacional.

O que aprendemos com quem está no mercado há décadas?

Nas conversas sobre patrimônio global, é comum recorrermos a referências como o blog A Wealth of Common Sense, que além de escrever sobre o tema, atua diretamente na gestão de carteiras institucionais e individuais da Ritholtz Wealth Management. O posicionamento é direto: o investidor ganha quando aceita o incômodo das incertezas e estrutura seu patrimônio para aguentar variados tipos de cenário.

Esse é, também, um dos pontos centrais do que praticamos no Tire o Brasil do Seu Dinheiro: considerar cenários, buscar a diversificação global e não achar que “dessa vez é diferente”.

Referências, leituras e estratégias adicionais

Para quem deseja acompanhar discussões profundas, recomendamos as leituras originais já mencionadas e sugerimos a assinatura da newsletter The Book List, que todo mês indica de três a quatro livros relevantes em investimentos, gestão de patrimônio e comportamento, além de PDF curricular para download.

Se o seu objetivo é aprender mais sobre técnicas avançadas de diversificação e como iniciar sua jornada de investimentos internacionais, sugerimos nosso conteúdo sobre diversificação internacional e também erros comuns ao investir no exterior. Quer começar a investir em dólar e não sabe por onde ir até 2026? Indico esse guia prático.

Conclusão: Prepare-se para a mudança, não para o passado

Se há uma lição para levar dos últimos anos, é esta: O verdadeiro risco não é o evento macroeconômico que todos enxergam, mas sim um otimismo cego baseado em retornos recentes fora da curva. Não sabemos quando virá a inflexão, nem qual será o gatilho – mas sabemos que ciclos de altas invencíveis sempre se quebram.

Se busca clareza, estratégia e exemplos reais de quem aposta na proteção e expansão internacional de patrimônio, participe da nossa comunidade Tire o Brasil do Seu Dinheiro. Aqui, segurança e liberdade patrimonial são prioridade. Explore nossos artigos sobre investimentos no exterior e transforme seu planejamento financeiro em algo muito maior do que a última moda do S&P 500.

Perguntas frequentes

O que é o S&P 500?

O S&P 500 é um índice das 500 maiores empresas listadas nas bolsas americanas. Ele reflete o desempenho de uma fatia relevante da economia dos Estados Unidos e serve de referência para investidores de todo o mundo que buscam acompanhar a saúde e o crescimento do mercado acionário americano.

Quais riscos existem após altas prolongadas?

Riscos depois de muitos anos de alta incluem expectativas exageradas de retorno, possíveis correções (quedas bruscas), mudanças de política econômica, euforia dos participantes e menor margem de segurança nos preços. Outro perigo é o investidor relaxar a disciplina, acreditando que bons resultados passados garantem bons resultados futuros.

Como proteger meus investimentos agora?

Podemos proteger investimentos mantendo uma carteira diversificada entre países, moedas e setores. É essencial ajustar expectativas de retorno, rever regularmente a estratégia e evitar concentração excessiva em mercados ou ativos que vêm performando acima da média. O preparo para uma variedade de cenários é mais sábio do que tentar acertar o momento da virada.

Vale a pena investir no S&P 500?

Para quem pensa em longo prazo e aceita oscilações, o S&P 500 já mostrou bons resultados históricos. Porém, confiar apenas nele pode trazer riscos de concentração, principalmente após ciclos de alta muito prolongados. Avaliar o contexto global e considerar sua própria estratégia patrimonial ajuda a tomar melhores decisões.

Como diversificar além do S&P 500?

Diversificar envolve buscar outros índices globais, setores diferentes, ativos de renda fixa em dólar ou euro, imóveis, ouro e oportunidades em distintos mercados emergentes ou desenvolvidos. Assim, seu portfólio fica mais protegido contra surpresas negativas de um único mercado ou ativo, conforme mostramos em nossas análises no Tire o Brasil do Seu Dinheiro.

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Leonardo Menghini

Sobre o Autor

Leonardo Menghini

Leonardo Guadeluppe Menghini é dedicado a orientar brasileiros na busca por alternativas seguras de investimento no exterior. Ele se aprofunda em estratégias de diversificação, oportunidades em mercados internacionais e proteção patrimonial. Apaixonado por autonomia financeira e liberdade, Leonardo compartilha informações práticas sobre residência fiscal, networking global e crescimento estratégico, focando em oferecer conteúdo relevante para quem deseja ampliar horizontes e proteger seu futuro financeiro.

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